Fonte: ACIdigital.com 

 

TARAZONA, 12 Ago. 08 / 05:28 am (ACI).- Em sua recente carta pastoral titulada “A luta contra o AIDS e a Igreja Católica“, Dom Demetrio Fernández, Bispo de Tarazona (Espanha), assinalou que enquanto o preservativo é só “um tampão”, a Igreja propõe uma aproximação integral e mais eficaz para enfrentar a pandemia do AIDS.
Com ocasião da 17º Conferência Internacional do AIDS que concluiu no México, Dom Fernández lembra que “a enfermidade alcançou cifras alarmantes -mais de 33 milhões de contagiados-, morreram mais de 2 milhões de pessoas em 2007 e nesse mesmo ano o contraíram de novo 2,5 milhões de pessoas. Nunca houve uma peste tão exagerada, ameaçando ao mundo inteiro”.

Frente à epidemia, o Prelado propõe as respostas que deve dar a Igreja. “Em primeiro lugar, atender aos doentes”.

“Não pode dizer-se -lembra- que a Igreja Católica se desentende do tema. Como em tantas outras enfermidades, inclusive contagiosas, o amor de Cristo levou a atender com risco da própria vidaàs pessoas afetadas”. “Também aos doentes de AIDS os ama a Igreja e os cuida com amor”, assinala.

Entretanto, Dom Fernández destaca que “a batalha está na prevenção do contágio”.
A respeito, o Prelado lembra que “a postura mais freqüente é a de propiciar o ‘sexo seguro‘ mediante o uso do preservativo. A Igreja Católica, entretanto, propõe outros caminhos mais positivos. E isso a coloca contracorrente, procurando o bem integral das pessoas. O preservativo é um tampão, não sempre eficaz. A proposta deve levar a educar no amor verdadeiro”.
“A sexualidade não é um brinquedo. A sexualidade é a expressão carnal do amor humano, que Deus pôs no coração humano”; por isso “neste campo do AIDS, como em todos os que incluem o reto uso da sexualidade, a Igreja apresenta a proposta do amor verdadeiro, que leva consigo uma boa educação na virtude da castidade”.

O Bispo de Tarazona sublinha que “não se pode propor aos adolescentes e jovens o uso sem freio de sua própria sexualidade, em prol de uma maior liberdade. Isso pode até no início soar bem aos ouvidos, mas por este caminho, o homem se torna escravo de seus próprios egoísmos e não aprenderá nunca a amar de verdade”.
“Curiosamente, as cifras de contágio do AIDS se disparam com estas propostas. Por este caminho vamos à ruína moral”, adverte.
O Prelado lembra que “experiências concretas como a de Uganda, onde através dos hospitais católicos se pôs em prática esta proposta, reduziram as cifras do AIDS de 80% aos 10%. Nenhum outro programa conseguiu uma redução tão drástica”.
“A solução de AIDS virá por se acolher ao plano de Deus, que dotou ao homem (homem/mulher) do dom da sexualidade para expressar o amor verdadeiro. Aprender a amar é a verdadeira educação”, conclui o Bispo de Tarazona

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